A Preservação da Memória Guarani Frente à Expansão Urbana na Fronteira.
A paisagem urbana da tríplice fronteira encontra-se em constante transformação, com o asfalto e as construções civis avançando de forma acelerada sobre os fragmentos de floresta nativa em Foz do Iguaçu e municípios lindeiros. Nesse cenário de intensa especulação imobiliária e desenvolvimento infraestrutural, as comunidades pertencentes às parcialidades Avá Guarani e Mbya Guarani mantêm suas aldeias como núcleos ativos de resistência territorial e cultural. O mapeamento atual desses territórios revela ilhas de conservação ambiental e tradição, fundadas sobre o conceito de Tekoha — o espaço físico, geográfico e espiritual que viabiliza o Nhandereko e possibilita a reprodução plena da vida indígena. A garantia e a proteção física dessas terras operam como o alicerce indispensável para a manutenção de uma herança ancestral que permanece viva no oeste paranaense.
A documentação das tradições orais assume um papel central na organização social interna dessas comunidades, operando como a principal ferramenta de transferência de conhecimento empírico entre as gerações. Os anciãos, respeitados como karaí (líderes espirituais), reúnem os mais jovens em torno da opy (casa de reza) para entoar os cânticos sagrados e narrar a cosmologia originária. Esse processo pedagógico contínuo garante a fluidez da língua materna e a compreensão profunda do conjunto de códigos éticos, religiosos e filosóficos que rege o cotidiano das aldeias. O registro fonográfico e audiovisual dessas cerimônias, conduzido por pesquisadores em conjunto com cineastas e comunicadores indígenas, forma um acervo documental vital para conter o apagamento histórico e garantir a perpetuação da memória.
A produção artesanal reflete materialmente essa cosmologia e se consolida como uma manifestação estética e econômica indispensável para as famílias indígenas da região fronteiriça. A manipulação da madeira caixeta, o entalhe preciso de animais da fauna atlântica, a cestaria em taquara e a confecção de colares com sementes nativas compõem um catálogo de saberes práticos refinados ao longo de séculos de observação botânica. Os centros culturais situados dentro das aldeias e os pontos de comercialização nos corredores turísticos de Foz do Iguaçu funcionam como espaços permanentes de exposição dessa arte. Cada peça esculpida carrega as impressões digitais de um povo que traduz a biodiversidade do bioma paranaense em objetos de alto valor histórico, simbólico e comercial.
O panorama atual das parcialidades Avá e Mbya na Bacia do Rio Paraná exige uma análise retrospectiva em direção aos séculos XVI e XVII, durante o apogeu das missões jesuíticas espanholas na região platinense. Os Guarani, historicamente distribuídos em pequenas unidades familiares integradas à vastidão da mata, foram concentrados em estruturas urbanas complexas, onde a arquitetura missioneira barroca e o trabalho agrícola coletivo foram impostos. Essa convivência forçada resultou em profundas reconfigurações sociais e demográficas que reverberam até os dias de hoje na estrutura fundiária da região.
O paralelismo entre a restrição geográfica imposta pelas reduções jesuíticas e o encurralamento contemporâneo dos tekoha pela malha urbana moderna evidencia um ciclo histórico de contínua disputa pelo espaço. No período colonial, as missões pretendiam agrupar os indígenas para facilitar o controle religioso e servir de barreira contra as incursões predatórias dos bandeirantes paulistas. Na contemporaneidade, a expansão das loteadoras e do agronegócio pressiona as fronteiras das aldeias, forçando os Avá e Mbya Guarani a utilizarem mecanismos jurídicos para resguardar o solo onde viabilizam sua existência. A busca pela demarcação territorial na tríplice fronteira espelha a antiga luta geopolítica dos impérios ibéricos, mantendo o solo indígena no epicentro dos conflitos de posse na América do Sul.
As políticas públicas de preservação do patrimônio atuam para mitigar essa trajetória de compressão territorial, concentrando esforços oficiais no salvamento material e na salvaguarda imaterial. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em articulação com órgãos estaduais e municipais, desenvolve inventários técnicos para reconhecer formalmente o modo de vida Guarani como patrimônio cultural do Brasil. Esses instrumentos jurídicos oferecem sustentação institucional e direcionam recursos para a manutenção da língua, dos rituais sazonais e do manejo agrícola tradicional. A catalogação metódica dessas tradições registra institucionalmente a presença dos povos originários na história nacional, conferindo amparo legal e visibilidade às suas formas de expressão.
A dinâmica geográfica da fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina impõe uma condição política singular aos Avá e Mbya Guarani, que enxergam a região de maneira contínua e sem as divisões demarcadas pelos Estados nacionais. O fluxo de parentes, o intercâmbio de peças artesanais e as reuniões de lideranças espirituais acontecem através das águas dos rios Paraná e Iguaçu com a fluidez observada desde o período pré-colonial. Projetos culturais independentes e governamentais buscam integrar as ações de preservação patrimonial dos três países para assegurar essa mobilidade tradicional. A consolidação de um corredor cultural e ecológico transfronteiriço representa a garantia prática de que a territorialidade ancestral permaneça imune às barreiras alfandegárias modernas.
A estrutura dos centros culturais erguidos no interior das comunidades reflete a autonomia conquistada pelas lideranças locais na condução de seus próprios projetos de difusão histórica e antropológica. Edificados por meio da combinação de matérias-primas tradicionais, como o barro e a palha de sapê, com técnicas contemporâneas de construção civil, esses locais abrigam oficinas de arte, assembleias de caciques e acervos de instrumentos e vestimentas. O funcionamento e a manutenção dessas instalações dependem de alianças estratégicas com universidades públicas, instituições do terceiro setor e programas públicos de fomento. A consolidação desses espaços permite o acolhimento qualificado de pesquisadores e visitantes, transferindo diretamente aos próprios indígenas a centralidade da narrativa sobre sua trajetória.
A articulação entre a preservação cultural e a economia sustentável ganha visibilidade na inclusão responsável das aldeias nos roteiros de visitação da região trinacional. Por meio do turismo de base comunitária, os moradores gerenciam a recepção de público externo, conduzindo caminhadas por trilhas interpretativas, demonstrações da gastronomia à base de milho e mandioca e momentos de partilha oral. Essa atividade gera uma fonte de renda direta e autônoma para as famílias Avá e Mbya Guarani, fortalecendo a economia interna e diminuindo a dependência de auxílios assistenciais externos. A condução autoral dessas visitas comerciais reafirma o protagonismo indígena no setor de serviços de Foz do Iguaçu, rentabilizando o saber ancestral sem profanar o rigor de seus rituais.
O trabalho contínuo de registro e salvaguarda da memória Guarani no extremo oeste do Paraná constitui um exercício rigoroso de cidadania, pesquisa histórica e justiça territorial. A união entre a sabedoria oral resguardada pelos mais velhos, a confecção ininterrupta de objetos de arte e o respaldo das leis federais de tombamento assegura a permanência de uma civilização milenar no ecossistema urbano. A documentação criteriosa dessas práticas comunitárias consolida um acervo vivo que resiste ao avanço das divisões imobiliárias e fortalece a identidade cultural da região fronteiriça. Ao proteger o Tekoha e seus saberes, a sociedade paranaense preserva um patrimônio inestimável, garantindo que os povos originários permaneçam como sujeitos ativos no presente e no futuro da nação.

A Revolução da Proximidade: Como a 45Cotas Records Redefine a Indústria a Partir da Tela do Celular
A indústria fonográfica, historicamente ancorada em estúdios monumentais e consoles de mixagem que ocupavam salas inteiras, atravessa uma metamorfose silenciosa, porém radical. Em meio a esse cenário, a 45Cotas Records surge não apenas como uma gravadora independente, mas como um manifesto de democratização sonora.
Ao optar pelo celular como sua principal ferramenta de produção, o selo desafia o dogma de que a excelência técnica é indissociável de equipamentos de alto custo. Essa escolha, longe de ser uma imposição de escassez, posiciona a marca na vanguarda de uma nova economia criativa, onde a agilidade e a autenticidade superam a grandiloquência cenográfica das grandes gravadoras tradicionais.
Para entender a relevância desse movimento, é preciso olhar para a história da música, que sempre foi impulsionada pela acessibilidade. Assim como o surgimento do gravador de rolo portátil nos anos 50 permitiu que o rock e o blues saíssem dos clubes fechados e capturassem a energia das ruas, a 45Cotas Records utiliza a tecnologia móvel para remover a barreira de entrada da produção musical. Ao transformar o que muitos críticos chamariam de “limitação técnica” em seu maior diferencial competitivo, o selo estabelece um paralelo com o movimento punk setentista, que provou que a atitude e a clareza da mensagem eram mais potentes do que a perfeição estéril dos estúdios de gravação de elite da época.
A força dessa proposta reside na desmistificação da infraestrutura. A música, em sua essência, é a tradução de uma vivência, e quando o artista tem a liberdade de gravar onde a vida acontece — seja em casa, na rua ou em trânsito — a captação carrega uma veracidade difícil de replicar em ambientes controlados. A 45Cotas entende que o ouvinte contemporâneo, habituado ao consumo rápido e imersivo das redes sociais, valoriza a conexão visceral acima do refinamento técnico excessivo. Esse paradigma não invalida a técnica, mas a resignifica: a competência passa a ser medida pela capacidade de extrair o máximo potencial criativo de ferramentas que estão ao alcance de todos.
O catálogo da gravadora é o espelho dessa filosofia. Artistas como Nauaktrue demonstram essa potência em faixas como “Te vejo hoje”, onde a narrativa pessoal é conduzida com uma intimidade que apenas um processo de produção autônomo e desimpedido consegue oferecer. A música de Nauaktrue funciona como uma crônica da subjetividade, provando que, quando o artista retém o controle sobre seu fluxo criativo — desde a primeira nota gravada no celular até a edição final —, o resultado final é um reflexo fiel da sua identidade, livre das amarras corporativas que frequentemente diluem a voz de novos talentos no mercado tradicional.
Paralelamente, a produção prolífica de MKNeverMore reafirma o compromisso do selo com a versatilidade. Com lançamentos como “SIMPLES!”, “Quem Não Me Ama, Não Me Conhece”, “O Sabor Da Vida” e “Señor Montaña”, o artista explora texturas e temáticas variadas, provando que a versatilidade não depende de uma bancada de equipamentos, mas da sagacidade lírica e da visão estética. Há um paralelismo claro aqui com os pioneiros do Hip Hop nos anos 80, que utilizavam máquinas de ritmo básicas para fundar todo um gênero musical. MKNeverMore utiliza a tecnologia móvel como um “sampler” moderno, transformando o cotidiano em matéria-prima para uma discografia rica e em constante mutação.
CRIZZIN, por sua vez, traz uma crueza necessária para o ecossistema da 45Cotas. Com obras como “4:20”, “Streets of fronteira”, “Glock Cromada” e “Abençoado”, o artista atesta como o ambiente urbano serve de combustível para a criação musical. O celular, nesse contexto, torna-se uma extensão do próprio corpo do artista, funcionando como um bloco de notas sonoro que registra o pulso das ruas em tempo real. Essa immediatez cria uma ponte direta com o público, que reconhece na sonoridade de CRIZZIN não apenas uma música, mas um documento de época, gravado com a urgência que a realidade exige e que a tecnologia portátil permite.
O fenômeno da 45Cotas Records é, portanto, um reflexo do momento atual da história da tecnologia de consumo, onde a potência de processamento disponível em um smartphone supera, em muitos aspectos, os computadores que levaram o homem à Lua. Ao integrar essa tecnologia em seu núcleo operacional, o selo não está apenas fazendo música; está ensinando uma nova geração de produtores e artistas que o tamanho do equipamento é irrelevante quando comparado ao tamanho da ideia. A inovação não está mais centralizada em grandes capitais ou em estúdios de paredes acústicas pesadas, mas na mente de quem sabe capturar o momento com o que tem à mão.
O impacto disso na indústria é profundo e descentralizador. Historicamente, o poder na música estava concentrado em poucos produtores e executivos que detinham as chaves dos estúdios profissionais. Ao quebrar esse monopólio com o uso do celular, a 45Cotas Records desloca o centro de gravidade da indústria para a mão do criador. Isso cria um precedente para que a criatividade floresça em regiões negligenciadas, democratizando o acesso e permitindo que vozes que antes precisariam de orçamentos vultosos agora encontrem, na tela do seu próprio telefone, o caminho para o topo das paradas e para a conexão direta com sua audiência.
Essa revolução sonora, contudo, exige uma nova disciplina por parte dos artistas. Produzir com a simplicidade da palma da mão requer uma curadoria rigorosa e um ouvido clínico, já que o artifício da superprodução não está lá para esconder falhas de composição ou de interpretação. A 45Cotas exige um alto nível de maturidade musical de seus talentos, pois o “fazer tudo com um celular” é, na realidade, um exercício de máxima eficiência criativa. É a aplicação prática do conceito de que a economia de recursos, quando aliada a uma visão clara, gera resultados muito mais potentes do que o excesso de camadas e de aparatos que frequentemente sufocam a alma da canção.
Concluindo, a 45Cotas Records não oferece apenas um serviço de gravadora, mas propõe um novo contrato social entre o artista e sua obra. “Grandes hits não precisam de grandes espaços, precisam de grandes ideias”, declaram, e essa máxima serve como farol para todos que se sentem intimidados pela estrutura tradicional. Ao conectar o fone e mudar o jogo, essa equipe demonstra que, na era digital, a barreira entre a inspiração e a distribuição global tornou-se quase inexistente. O sucesso, hoje, reside na capacidade de ser ágil, autêntico e de compreender que o estúdio perfeito não é aquele que se constrói, mas aquele que se carrega consigo, pronto para gravar o próximo grande momento.













O triunfo da ironia: Como ‘Orgulho e Preconceito’ moldou a arquitetura da comédia romântica moderna.
LONDRES — A longevidade das obras literárias do século XIX frequentemente depende de sua capacidade de adaptação aos novos suportes de mídia, mas nenhum texto demonstrou tanta elasticidade e influência cultural quanto Orgulho e Preconceito, o segundo romance publicado de Jane Austen. Lançada originalmente em 1813, a obra transcendeu o escopo da literatura regencial britânica para se consolidar, na perspectiva da crítica contemporânea, como a matriz original da comédia romântica ocidental.

A dinâmica baseada em mal-entendidos iniciais, assimetrias sociais e o amadurecimento mútuo dos protagonistas estabeleceu um modelo narrativo que continua a ser replicado pela indústria do entretenimento global. O monitoramento do mercado editorial e audiovisual indica que o apelo da narrativa reside na precisão com que a autora dissecou as convenções sociais e as falhas de caráter humanas.
A espinha dorsal do romance estrutura-se ao redor de Elizabeth “Lizzy” Bennet e do aristocrata Fitzwilliam Darcy, personagens que se tornaram arquétipos definitivos na ficção mundial. Elizabeth sintetiza a ruptura com a heroína passiva da literatura de sua época, exibindo uma inteligência aguda, independência de julgamento e um humor irônico que serve como mecanismo de defesa contra as pressões econômicas do matrimônio forçado.
Em contrapartida, o Sr. Darcy introduz a figura do herói taciturno, cuja arrogância inicial e rigidez de classe mascaram uma integridade moral que só se revela à medida que ele é confrontado por seus próprios preconceitos. O embate intelectual e afetivo entre essas duas forças psicológicas opostas estabeleceu o padrão de tensão romântica que moldou o formato enemies-to-lovers (de inimigos a amantes) amplamente explorado pela indústria cultural moderna.
A microfísica da comédia doméstica e a estrutura familiar
A genialidade de Austen não se restringe ao núcleo romântico principal, expandindo-se para a construção detalhada e satírica da adorável e caótica família Bennet. Diante das leis de herança da época, que privavam as mulheres da posse da terra, a busca da Sra. Bennet por casamentos vantajosos para suas cinco filhas é retratada não apenas como uma obsessão fútil, mas como uma estratégia de sobrevivência econômica real em uma sociedade patriarcal.
O cinismo distanciado do Sr. Bennet e as excentricidades de suas filhas mais novas completam um ecossistema doméstico que serve de laboratório para a ironia da autora. Essa abordagem humanizada e humorística das disfunções familiares transformou o ambiente doméstico em um espaço de crônica social legítimo, influenciando diretamente a estrutura das futuras narrativas ficcionais focadas no cotidiano de classe média.
A perenidade da obra é atestada pela proliferação de adaptações populares que traduziram o texto de Austen para diferentes linguagens visuais ao longo das últimas décadas. Na década de 1990, a clássica série televisiva produzida pela BBC consolidou um padrão de fidelidade histórica e rigor estético que fixou a imagem dos personagens na memória coletiva de uma nova geração de espectadores. O drama televisivo utilizou o formato serializado para explorar as sutilezas dos diálogos originais, demonstrando que o ritmo da prosa de Austen possuía uma cadência natural para a teledramaturgia de alta qualidade. Essa produção funcionou como um divisor de águas, provando que o romance histórico permanecia comercialmente viável e culturalmente relevante no final do século XX.
No âmbito cinematográfico, a adaptação dirigida por Joe Wright, estrelada por Keira Knightley, introduziu uma releitura visual que priorizou o realismo sensorial e o dinamismo juvenil em detrimento do formalismo rígido das produções de época tradicionais. O filme capturou a urgência emocional e a vivacidade de Elizabeth Bennet, rendendo a Knightley uma indicação ao Oscar e expandindo o alcance da obra para o público jovem do início do século XXI.
A direção de arte e a fotografia utilizaram os cenários naturais da Inglaterra para espelhar os estados psicológicos dos protagonistas, demonstrando a universalidade dos temas tratados por Austen, independentemente das barreiras temporais ou geográficas.
A transposição de Darcy para a cultura pop contemporânea
O impacto de Orgulho e Preconceito estende-se para além das adaptações diretas, atuando como a fundação de grandes sucessos da literatura e do cinema contemporâneos. O exemplo mais emblemático dessa influência indireta é a construção do personagem Mark Darcy na aclamada série O Diário de Bridget Jones, criada pela escritora Helen Fielding.
Ao atualizar as angústias e os desencontros amorosos para a Londres dos anos 1990 e 2000, Fielding preservou a essência do conflito original de Austen: a jornada de uma mulher imperfeita diante de um homem cuja reticência inicial é interpretada erroneamente como desdém. A escolha do ator Colin Firth para interpretar ambas as versões do personagem no audiovisual estabeleceu um elo metalinguístico que evidencia a imortalidade do arquétipo criado pela autora britânica.
Em última análise, o jornalismo cultural registra que a obra de Jane Austen permanece ativa e influente porque se recusa a enxergar o romance de forma isolada das condicionantes econômicas e sociais que cercam o indivíduo. O humor irônico que permeia cada página de Orgulho e Preconceito não serve apenas para divertir o leitor, mas atua como uma ferramenta analítica de desconstrução da hipocrisia social e das vaidades humanas.
Ao equilibrar a crônica de costumes com uma profunda sensibilidade psicológica, o segundo romance de Austen definiu as regras de um gênero e garantiu a permanência de seus fãs fervorosos. A trajetória de Lizzy Bennet e do Sr. Darcy continua a provar que, por trás das convenções de época, reside uma verdade universal sobre a necessidade humana de superar o orgulho individual e o preconceito mútuo para alcançar a real compreensão.
Ficha de Análise da Obra e Desdobramentos
Título Original: Pride and Prejudice (1813)
Autora: Jane Austen (Inglaterra)
Protagonistas: Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy
Temática Central: Ironia social, pressões econômicas do matrimônio e autoconhecimento
Principais Adaptações:
Série de TV da BBC (Anos 90) com Colin Firth
Filme de Joe Wright (2005) com Keira Knightley
Série Bridget Jones de Helen Fielding (Inspiração direta para o personagem Mark Darcy)

Atual campeão da batalha da central anuncia coletivo slam da garganta.
O coletivo Slam da Garganta realizará no dia 8 de março sua edição de estreia em Foz do Iguaçu. O evento ocorrerá na Avenida Maceió, 742, na Alumia Cafeteria Cultural Argentina, espaço voltado a atividades artísticas e culturais na cidade.



A data escolhida coincide com o Dia Internacional da Mulher, marco simbólico que dialoga com a proposta de abertura de microfone para vozes diversas. A organização informa que a iniciativa busca criar um ambiente de expressão autoral, com foco em poesia falada e performance.
O Slam da Garganta surge como novo espaço dedicado ao formato de slam, modalidade de competição poética em que participantes apresentam textos próprios em tempo determinado, geralmente três minutos. As apresentações são realizadas sem acompanhamento musical, figurino cênico ou adereços, priorizando texto e interpretação.
De acordo com a organização, o evento será aberto a participantes que desejem apresentar poesias autorais. A proposta enfatiza liberdade temática e expressão direta, características que definem o slam como movimento cultural surgido nas periferias urbanas e difundido internacionalmente.
A estreia marca a inserção de mais um coletivo literário no circuito cultural iguaçuense. Nos últimos anos, a cidade tem registrado crescimento de iniciativas independentes voltadas à poesia, ao rap e a outras linguagens de oralidade.
O nome “Slam da Garganta” remete à centralidade da voz como instrumento principal da performance. No formato tradicional, os poemas são avaliados por jurados escolhidos no próprio público, reforçando a dinâmica participativa do evento.
A escolha da Alumia Cafeteria Cultural Argentina como local da estreia indica aproximação entre espaços alternativos e movimentos de literatura falada. Cafeterias e centros culturais têm sido palco recorrente para encontros de poesia em diferentes cidades brasileiras.
A organização descreve o evento como espaço para poesia “crua, visceral e autoral”, destacando a intenção de acolher narrativas pessoais e posicionamentos sociais. O limite de três minutos por apresentação segue padrão consolidado em competições de slam.
A realização no Dia Internacional da Mulher também aponta para possível protagonismo feminino na programação, ainda que o microfone esteja aberto a todos os interessados. A data reforça o caráter simbólico da estreia.
Com a primeira edição marcada para 8 de março, o Slam da Garganta passa a integrar o calendário cultural local, ampliando as opções de espaços dedicados à palavra falada e à performance poética em Foz do Iguaçu.




Blade Tatoo amplia presença na cena urbana de Foz do Iguaçu ao unir tatuagem autoral e participação no hip hop.
Blade Tatoo tem consolidado atuação no cenário cultural de Foz do Iguaçu ao unir tatuagem, desenho autoral e participação em eventos ligados ao hip hop local. Tatuador e desenhista especializado em trabalhos em preto e cinza, ele desenvolve projetos personalizados a partir de ideias apresentadas pelos próprios clientes.



A especialização em preto e cinza segue tradição amplamente difundida na tatuagem contemporânea, marcada por contrastes, sombreamento e detalhamento técnico. O estilo exige domínio de luz e profundidade, características que se tornaram centrais na identidade visual do artista.
Além da produção em estúdio, Blade Tatoo mantém diálogo com a cultura hip hop da cidade. O profissional já realizou participações rimando em batalhas de freestyle, inserindo-se diretamente no ambiente das competições de MCs.
Sua presença não se limita à rima. Blade também participou de grandes eventos de hip hop em Foz do Iguaçu como tatuador, levando o estúdio para dentro de programações culturais e ampliando a conexão entre arte corporal e movimento urbano.
A inserção da tatuagem no contexto do hip hop acompanha trajetória histórica internacional. Desde os anos 1990, artistas e praticantes do movimento incorporaram a arte corporal como extensão simbólica de identidade, pertencimento e narrativa pessoal.
Em Foz do Iguaçu, a atuação de Blade Tatoo ocorre em um cenário onde diferentes elementos da cultura urbana se cruzam em eventos e projetos independentes. A presença simultânea como tatuador e participante de batalhas reforça essa interseção.
Os projetos autorais desenvolvidos pelo artista partem da escuta das ideias dos clientes e da adaptação para linguagem visual própria. O processo inclui elaboração de desenho original antes da aplicação definitiva na pele.
A combinação entre técnica de desenho e prática de tatuagem estabelece base para construção de repertório visual consistente. O foco no preto e cinza contribui para unidade estética reconhecível nos trabalhos apresentados.
A participação em eventos de hip hop amplia o alcance do estúdio para além do espaço físico tradicional. A circulação em encontros culturais permite contato direto com público já inserido em práticas artísticas urbanas.
Ao integrar tatuagem, desenho e presença ativa na cena hip hop, Blade Tatoo consolida trajetória vinculada à arte urbana local. Sua atuação evidencia como diferentes linguagens visuais e performáticas podem coexistir dentro do mesmo ecossistema cultural em Foz do Iguaçu.
Ministério da Educação debate criação da Escola Nacional da Cultura Hip-Hop.
BRASÍLIA — O Ministério da Educação (MEC) discutiu, em reunião técnica realizada em 26 de janeiro, a criação da Escola Nacional da Cultura Hip-Hop, proposta que busca integrar a cultura urbana às políticas educacionais brasileiras. O encontro contou com representantes do movimento hip hop de todos os estados e do Distrito Federal, marcando uma articulação de caráter nacional em torno do tema.



A iniciativa prevê o uso do hip hop como ferramenta pedagógica, com o objetivo de fortalecer o desempenho escolar e ampliar a representatividade de estudantes negros e moradores das periferias no ambiente educacional. A proposta está inserida na Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), lançada pelo governo federal como estratégia de enfrentamento às desigualdades raciais na educação.
De acordo com o MEC, a política está estruturada em quatro eixos principais: coordenação entre União, estados e municípios; formação continuada de educadores; produção de materiais didáticos e de apoio; e valorização dos saberes e expressões culturais nas escolas. A criação da Escola Nacional da Cultura Hip-Hop se insere especialmente no eixo de valorização cultural e formação pedagógica.
Durante a reunião, também foi apresentado o projeto H2E – Hip Hop e Educação, iniciativa que propõe trabalhar os cinco elementos da cultura hip hop — breaking, DJ, MC, graffiti e conhecimento — como instrumentos de engajamento e aprendizagem. A proposta enfatiza o protagonismo juvenil e a participação ativa das comunidades na formulação e implementação de políticas públicas educacionais.
Representantes do movimento destacaram que o hip hop, historicamente vinculado às periferias urbanas, tem desempenhado papel relevante na construção de identidade, expressão cultural e mobilização social. A incorporação desses elementos ao ambiente escolar é vista como uma forma de aproximar o currículo da realidade vivida por parte significativa dos estudantes.
Especialistas em educação apontam que iniciativas que dialogam com referências culturais dos alunos podem contribuir para reduzir evasão escolar e ampliar o interesse pelas atividades pedagógicas. O MEC argumenta que a proposta está alinhada a diretrizes constitucionais que reconhecem a diversidade cultural como componente da formação educacional.
A reunião técnica de janeiro foi considerada uma etapa inicial de escuta e construção coletiva. Segundo participantes, o próximo passo envolve sistematizar as contribuições apresentadas pelos representantes estaduais e definir diretrizes operacionais para implementação do projeto.
A criação da Escola Nacional da Cultura Hip-Hop ainda depende de regulamentações e definição de orçamento, além da articulação com redes estaduais e municipais de ensino. O ministério não detalhou prazos para lançamento formal da iniciativa, mas indicou que o projeto deve avançar nos próximos meses.
Caso implementada, a escola poderá representar a institucionalização de práticas culturais urbanas no âmbito das políticas públicas de educação, ampliando o reconhecimento do hip hop como ferramenta de formação cidadã e expressão cultural no país.
A discussão ocorre em um contexto mais amplo de revisão das políticas de equidade racial e valorização da diversidade cultural no sistema educacional brasileiro, colocando o hip hop no centro de um debate que envolve identidade, pertencimento e inclusão social.
Janvi organiza curso online de hip hop voltado para mulheres.
A artista iguaçuense Janvi organiza, nesta terça-feira, um curso online de hip hop direcionado exclusivamente para mulheres. A atividade ocorre hoje, das 14h às 16h, e integra ações formativas voltadas à ampliação da presença feminina nos diferentes elementos da cultura hip hop.

Reconhecida nacionalmente por sua atuação artística, Janvi conduz o curso com foco educativo e histórico, abordando aspectos fundamentais da construção do hip hop ao longo das décadas. A proposta é apresentar uma leitura ampla do movimento, com atenção específica ao papel desempenhado por mulheres desde os seus primeiros anos.
Durante o encontro, serão discutidos temas relacionados à história do hip hop, com destaque para mulheres que participaram ativamente da formação do movimento, tanto nos palcos quanto nos bastidores. O conteúdo inclui referências a artistas que atuaram como MCs, produtoras, beatmakers e engenheiras de som em diferentes períodos.
O curso também aborda a presença feminina na produção musical, trazendo exemplos de mulheres que trabalharam com criação de beats e engenharia sonora em contextos nos quais essas funções eram majoritariamente ocupadas por homens. A proposta busca contextualizar essas trajetórias dentro da evolução técnica e cultural do hip hop.
Além do conteúdo histórico, a atividade inclui uma introdução a ferramentas de pesquisa musical. Serão apresentados sites e plataformas utilizados para investigação de referências sonoras, acervos digitais e pesquisa de produções musicais ligadas ao hip hop e a outros gêneros associados.
A formação contempla ainda uma abordagem sobre produção musical digital, com apresentação de estações de trabalho de áudio (DAWs), como o FL Studio, além de outras plataformas utilizadas na criação de beats. O objetivo é oferecer uma visão inicial sobre os recursos técnicos disponíveis no ambiente digital.
O curso também propõe uma contextualização sobre máquinas analógicas utilizadas na produção de beats, explicando o papel histórico desses equipamentos no desenvolvimento da sonoridade do hip hop e sua influência na estética musical do gênero.
Voltada exclusivamente para mulheres, a atividade busca criar um espaço de troca e aprendizado direcionado às participantes interessadas em compreender o hip hop para além da performance, explorando também os processos técnicos e históricos que sustentam o movimento.
Jogos Olímpicos de Inverno 2026 são oficialmente abertos com cerimônia em múltiplas cidades na Itália.
Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, oficialmente conhecidos como Milano Cortina 2026, foram inaugurados na noite de sexta-feira (6 de fevereiro) com uma cerimônia de abertura realizada em um formato inédito que abrangeu várias localidades no norte da Itália. A celebração marcou o início oficial da 25ª edição dos Jogos, que ocorrerão até 22 de fevereiro, com competições de neve e gelo em diversas regiões do país.



A cerimônia principal ocorreu no Estádio San Siro, em Milão, com momentos simultâneos em Cortina d’Ampezzo, Livigno e Predazzo, tornando este o primeiro evento de abertura olímpico distribuído em quatro locais distintos. O tema central do espetáculo foi “Armonia” (harmonia), apresentado como uma narrativa cultural que combinou arte, tradição e a identidade italiana.
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, declarou oficialmente abertos os Jogos Olímpicos, após a realização do desfile de atletas de mais de 90 países e a execução dos hinos nacionais e Olímpico por artistas convidados. O repertório musical contou com apresentações de nomes como a cantora Laura Pausini, o tenor Andrea Bocelli e a artista internacional Mariah Carey, que cantou trechos em italiano diante de dezenas de milhares de espectadores no San Siro.
O evento teve duração de aproximadamente três horas e meia, incluindo os rituais protocolares previstos pela Carta Olímpica — como o desfile de delegações, os discursos de boas-vindas e o acendimento das tochas olímpicas. Como parte do formato inovador, duas piras olímpicas foram acesas simultaneamente: uma sob o Arco della Pace em Milão e outra na Piazza Dibona em Cortina d’Ampezzo.
A cerimônia também incluiu momentos de homenagem à cultura italiana, com referências a ícones como o estilista Giorgio Armani e performances artísticas que destacaram a herança criativa do país. A presença de artistas internacionais e italianos reforçou o caráter global do evento esportivo, integrando música, moda e história em uma narrativa visual e simbólica.
A delegação brasileira foi destaque entre os participantes, contando com o maior contingente de atletas já enviado pelo país para Jogos Olímpicos de Inverno. Lucas Pinheiro e Nicole Silveira estiveram entre os porta-bandeiras que conduziram a equipe durante o desfile, recebendo aplausos do público presente e ampliando a visibilidade brasileira na cerimônia inaugural.
A abertura também registrou momentos de reação do público a figuras políticas estrangeiras presentes no evento, refletindo tensões geopolíticas que se estenderam ao ambiente esportivo. Durante a leitura de autoridades convidadas, parte da plateia manifestou descontentamento, convertendo parte da recepção em vaias a determinados representantes internacionais.
Em Cortina d’Ampezzo, a cerimônia complementar destacou o papel de atletas italianos consagrados na neve, com a ex-campeã Sofia Goggia participando do acendimento da pira olímpica local. As atividades em múltiplas cidades ampliaram o alcance simbólico da abertura, reiterando a estrutura descentralizada dos Jogos Milano Cortina 2026.
Com as cerimônias concluídas, as competições oficiais começaram em sequência, abrangendo disciplinas como esqui alpino, patinação, hóquei no gelo e outras modalidades tradicionais dos Jogos de Inverno. A abertura marcou a mobilização de atletas e delegações de todo o mundo, sinalizando o início de quase três semanas de disputas esportivas no cenário internacional.
A distribuição geográfica de eventos e o uso de múltiplos palcos narrativos refletem a abordagem adotada pelos organizadores para celebrar não apenas o espírito competitivo, mas também a diversidade cultural e geográfica da Itália como país anfitrião da edição de 2026 dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Terceiro filme da saga “Avatar”, Fogo e Cinzas, ultrapassa US$ 1 bilhão em bilheteria mundial.
O terceiro filme da saga “Avatar”, intitulado “Avatar: Fogo e Cinzas”, ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação global nas bilheterias, informou a indústria cinematográfica.

A produção, dirigida por James Cameron, atingiu o marco em pouco mais de duas semanas desde sua estreia, demonstrando forte desempenho em vários mercados internacionais.
A arrecadação supera US$ 1,083 bilhão, consolidando o filme como um dos lançamentos de maior bilheteria no início de 2026.
Os dados de bilheteria mostram que “Fogo e Cinzas” manteve público significativo tanto nos Estados Unidos e Canadá quanto em outras regiões, com grandes contribuições vindas de mercados como China, França e Alemanha.
A continuação da franquia retorna ao universo de Pandora com novos desdobramentos da narrativa familiar e conflitos entre tribos Na’vi, mantendo no elenco nomes como Sam Worthington e Zoe Saldana.
Com o desempenho atingido, o terceiro filme da série se junta a outros lançamentos que ultrapassaram US$ 1 bilhão em 2025, refletindo investimentos contínuos em produções de grande escala para o mercado cinematográfico global.
Sindicatos de Hollywood manifestam preocupação com acordo de US$ 72 bilhões entre Netflix e Warner Bros.
Sindicatos e grupos representativos da indústria cinematográfica e televisiva de Hollywood expressaram preocupações e alarmes em relação ao acordo de US$ 72 bilhões pelo qual a Netflix pretende adquirir os estúdios e unidade de streaming da Warner Bros. Discovery.


O acordo, anunciado no final de 2025, segue sujeito à aprovação de órgãos reguladores e vem provocando reação em diferentes setores da indústria audiovisual.
Representantes de sindicatos como a Writers Guild of America (WGA), a Directors Guild of America (DGA) e a Screen Actors Guild-American Federation of Television and Radio Artists (SAG-AFTRA) alertaram que a fusão pode reduzir a concorrência no mercado de entretenimento e afetar condições de trabalho.
Há preocupação de que a concentração de poder em uma única plataforma de streaming possa levar a redução de empregos, diminuição de salários e piora nas condições de trabalho para profissionais da indústria.
Além dos sindicatos de criadores e performers, grupos de trabalhadores que representam equipes técnicas e de produção também colocaram em evidência os possíveis impactos negativos de uma consolidação tão expressiva.
Um dos receios levantados é que a fusão entre dois grandes players do setor reduza a diversidade de oportunidades e acentue práticas que comprometam a sustentabilidade de carreiras no setor audiovisual.
A proposta de aquisição integra uma série de movimentos no mercado de mídia global, incluindo ofertas concorrentes de outras empresas, e tem atraído o olhar atento de reguladores americanos e europeus.
A avaliação dos órgãos antitruste considerará possíveis efeitos sobre consumidores, oferta de conteúdo e competitividade no setor.
O acordo, se concretizado, colocaria sob o controle da Netflix um dos maiores catálogos de franquias cinematográficas e televisivas, incluindo propriedades valiosas como HBO e Warner Bros, o que tem alimentado debates sobre a estrutura da futura indústria do entretenimento.
“The Pitt” e “The Studio” conquistam principais prêmios de televisão no Globo de Ouro.
As séries “The Pitt” e “The Studio” conquistaram os principais prêmios de televisão na 83ª edição do Globo de Ouro, realizada no The Beverly Hilton, em Los Angeles, nos Estados Unidos.


O drama médico “The Pitt” foi premiado como melhor série dramática. A produção acompanha a rotina de profissionais de saúde em um hospital urbano e se destacou entre os títulos lançados ao longo da temporada, recebendo atenção da crítica especializada e do público.
Já “The Studio” venceu na categoria melhor série de comédia. A série apresenta uma abordagem satírica sobre os bastidores da indústria do entretenimento e integra o catálogo de produções originais voltadas ao streaming.
A cerimônia reuniu produções de diferentes plataformas, refletindo a presença crescente dos serviços digitais entre os principais premiados da noite. As categorias de televisão concentraram títulos lançados ao longo de 2025, período marcado por forte concorrência entre séries dramáticas e comédias.
O Globo de Ouro é uma das principais premiações da indústria audiovisual internacional e costuma funcionar como termômetro para outras cerimônias da temporada, como o Emmy Awards, ao destacar produções e tendências do ano.
A lista completa de vencedores inclui também prêmios individuais de atuação e categorias técnicas, distribuídas entre produções de cinema e televisão.
Batalha da mentira primeira edição do ano
Na ultima terça feira 08/01 a batalha da mentira marcou presença na praça da mentira vila c, com a primeira edição do ano.
Já no comecinho de 2026 o hip hop iguaçuense da inicio as atividades proporcionando mais uma noite de muita rima e freestyle.
Os que tiveram presentes puderam presenciar muita arte e cultura para começar o da melhor forma na batalha da mentira que é organizada por gold e nathan
Destaque para o campeão da noite rubin que após disputar a final com avalos, levou o titulo pra casa, conquistando a primeira batalha do ano de 2026.
Uma noite histórica de muita rima pra abrir o ano de 2026 com boas energias.
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Projeto gera em parceria com foz fazendo arte organizam mostra cultural no creas 2
Na ultima sexta feira o projeto foz fazendo arte em parceria com o projeto gera, trouxeram para o creas 2 uma mostra cultural, pela inciativa de levar cultura e arte para o Centro de Referência de Assistência Social.
Na tarde de sexta, com um clima bem quente, não só pela temperatura mas também pelo hip hop que movimentou mais uma vez a cidade de foz do iguaçu, tivemos dança, grafite, poesia, entre outras atrações.
A sioux crew proporcionou muita arte e dança para todos os que estiveram presentes.
Tivemos o grafite, que é um dos pilares da cultura hip hop e que abrange todos aqueles que querem se expressar através das tags e desenhos.
A mostra cultural contou também com a primeira edição da batalha da liberdade organizada pelo projeto rimando no front.
Um dia de muito hip hop e muita arte que marca mais uma tarde na vida de todos que participaram do evento.
O projeto gera é organizado pelo Centro de Cultura Popular de Foz do Iguaçu.
O projeto rimando no front é um projeto contemplado no Edital N.º 1/2023 PRONASCI – Ministério da Justiça.
“Tática”, a nova faixa de Mano Fler e Cassol
No ultimo dia 21 de novembro, mano fler e cassol lançaram o clipe de tática.
a musica faz parte do ep phobos lançado por cassol em todas as plataformas digitais.
Cassol é um rapper brasileiro, da cena independente/underground, oriundo de Araucária região metropolitana de Curitiba.
O rapper também produz seus próprios beats, mixagens e masterizações, além de MC, ele é beatmaker e produtor com destaque no cenário nacional.
Em 2024, Cassol lançou o álbum Nativo — um trabalho conceitual inspirado no livro O Conto da Ilha Desconhecida, do escritor internacionalmente reconhecido José Saramago. A obra reflete uma jornada de busca, sonho, insatisfação e esperança — paralela à trajetória de quem sai da periferia buscando algo além do mapa pré-determinado.
O artista também tem colaboração com outros nomes como Nektrash e Menor’D no clipe/track 2000 & ARGUMENTOS .
Mano fler é um rapper paranaense conhecido por suas letras fortes, narrativas da periferia, vivência real, tratando de desigualdades, injustiças, dor, luta e esperança.
Emerson Carlos da Costa (mano fler) nasceu em 14 de janeiro de 1983 em Londrina, PR — Paraná, começou sua caminhada no rap em 1995, atuando na cena da periferia de Londrina.
A junção dos dois representa algo maior que uma simples parceria: é o encontro de gerações, da vivência, com a sensibilidade e autenticidade de quem encara o rap com olhar independente. Isso tende a ampliar o alcance da mensagem e conectar diferentes públicos.
Atualmente a faixa tática está com 21.221 visualizações.
Ficha técnica
Instrumental: Cassol
Composição: Cassol e Mano Fler
Mixagem e Masterização: Letrô
Direção: Ray e Block
Edição e Finalização: Cassol
Acesse a faixa tática no youtube e no spotify.
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BATALHA DA LIBERDADE PRIMEIRA EDIÇÃO CREAS 2
Hoje 28/11 sexta feira, o rimando no front organiza a primeira edição da batalha da liberdade no Centro de Referência Especializado de Assistência Social, o creas 2.
O CREAS atende crianças, adolescentes, mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiência e suas famílias, dando assistência social e suporte.
Numa iniciativa para a fomentação da cultura o rimando no front traz a primeira edição da batalha da liberdade.
A batalha ocorrera a partir das 14:00
O Creas 2 fica localizado na Rua Chile, nº 719, no bairro Jardim América.
O rimando no front é um projeto contemplado no Edital N.º 1/2023 PRONASCI – Ministério da Justiça
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Mcs organizam batalha clandestina na pista de skate do ginásio costa Cavalcante devido a previsão de chuva.
Mcs organizam batalha clandestina na pista de skate do ginásio costa Cavalcante devido a previsão de chuva.
Na ultima segunda feira 17/11 devido a previsão de chuva a batalha da pista foi adiada para não correr o risco de molhar o publico presente e para preservação do equipamento sonoro.
Os mcs iguaçuenses organizaram uma edição clandestina para que pudessem exercer o fresstyle e se encontrar onde todas as segundas o hip hop acontece.
Destaque para o campeão da noite big show que com muita qualidade e matando a saudade de rimar se consagrou como campeão.
Uma segunda de muito freestyle mesmo com as previsões de chuva.
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Artista iguaçuense janvi destaque no cenário nacional visita estádio do santos em colaboração com wanted_ind e encontra edi rock lenda do rap nacional
Em visita mais que especial há vila Belmiro, Janvi artista iguaçuense viveu um dia que com certeza será inesquecível.
Janvi é uma artista iguaçuense que vem se destacando no cenário nacional e internacional desde que começou sua trajetória na cidade de são Paulo.
Em parceria com a wanted_ind , marca de streetwear que apoia artistas independentes e nomes da musica urbana , janvi visitou o estádio do santos e teve um encontro mais que especial com a lenda do rap nacional Edi rock.
A wanted é uma marca que há 11 anos vem agregando muita representatividade ao mercado e já fez diversas parcerias com o rap nacional.
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Mcs iguaçuenses fazem apresentação de hip hop e palestra sobre consciência negra, cultura africana e cultura indigena, no colégio cataratas.
No ultimo dia 18/11 (terça feira) o colégio cataratas organizou uma mostra cultural pela semana da consciência negra, e a professora de projeto de vida bruna pradela fez um convite muito especial aos mcs da cidade de foz do iguaçu, para uma palestra e apresentação sobre o dia 20 de novembro e todo significado que essa data carrega.
Pela manha vitimho mc palestrou sobre cultura africana e cultura indígena para os alunos, e pela tarde o agente cultural e host da batalha da pista Stenio fornari, trouxe muito carisma para a apresentação que cativou os alunos e proporcionou muitos sorrisos.
Em batalha de conhecimento e sessão de fresstyle os dois mcs falaram sobre diversos assuntos concernentes ao tema, e proporcionaram muita arte e cultura tanto para os educadores,como para os pequeninos presentes, que ficaram extremamente cativados pela apresentação.
O jornal rap foz gostaria de enaltecer a professora bruna pradela, que através da sua iniciativa proporcionou uma manha e tarde com muita arte e cultura para os alunos do colégio cataratas.
Big santa destaque do hip iguaçuense em 2025 se apresenta em londrina em colaboração com pesadelo atual e com a presença de mano fler
No dia 20 de novembro , data onde lembramos a importância da consciência negra e relembramos de quem foi zumbi dos palmares, big santa se apresenta em londrina a convite do grupo pesadelo atual, referencio do hip hop paranaense e que já faz historia no Paraná há mais de uma década.
O evento conta ainda com um dos maiores nomes da história do rap Paranense mano fler que é destaque nacional e há muito tempo vem fazendo historia através da sua arte e talento gigantesco que cativa há todos que ouvem e testemunham o legado vivo desse lenda.
O evento acontece na Rua Belo Horizonte, 643, Cambé.
O jornal rap foz gostaria de enaltecer a iniciativa e dizer que é extremamente importante que cada vez mais as cidades paranaenses se unam em prol de um movimento mais unido e coletivo
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